Rebecca da Costa,
pernambucana radicada nos EUA desde 2008, faz sucesso ao lado de Robert
de Niro e John Cusak nos cinemas americanos.
Rebecca da Costa é pernambucana e brilha nas telas,
em Hollywood (Foto: Divulgação)
Com 1,80m de altura seria impossível não notar Rebecca da Costa. E ao assistir ao trailler de "The bag man" (ainda
sem título e data de estreia no Brasil), fica difícil desviar os olhos
dela. E vamos lembrar que o longa tem as atuações luxuosas de Robert De
Niro e John Cusak. Mas Rebecca ainda é uma desconhecida em solo
brasileiro. A pernambucana de 29 anos, no entanto, está colocando
Hollywood a seus pés e só neste ano estrela três filmes. "Tenho 'The bag
man'; 'Breaking at the Edge, no qual interpreto uma personagem que
sofre de transtorno bipolar e se torna esquizofrênica no decorrer do
filme, e o último "The evil within", um filme de suspense sobre um
grupo de jovens amigos que descobre uma mina de ouro abandonada",
enumera ela, de Los Angeles, onde mora há oito anos.
Em "The bag man", Rebecca vive Rivka, uma femme fatale misteriosa que
se envolve em uma história de crime e suspense. "Ela é extremamente
inteligente, engraçada e misteriosa. Ninguém consegue entender ao certo
de onde vem e o que está fazendo em um motel no meio do nada. No
decorrer do filme, as pessoas vão começar a entender e decifrar o enigma
dessa garota. Durante o processo de criação do personagem eu queria
adicionar 'camadas' visuais para ela e, com a permissão do director
David Grovic, acabei tenho três cores de cabelo diferentes: azul, loiro e
preto. Uma verdadeira camaleoa", descreve ela, que aparece em destaque
no cartaz do longa.
O produtores não me fizeram exigência a respeito de ficar 'sarada',
mas, lendo o roteiro, sabia que haveria muitas cenas onde eu estaria
fisicamente exposta, então, intensifiquei na malhação."
Rebecca da Costa
Não só a cor dos cabelos foi uma preocupação para Rebecca neste
trabalho. A ex-modelo aparece em figurinos sumários, exibindo uma
barriga trincadíssima. "O produtores não me fizeram exigência a respeito
de ficar 'sarada', mas, lendo o roteiro, sabia que haveria muitas cenas
onde eu estaria fisicamente exposta, então, intensifiquei na malhação.
Corria uma hora na esteira e fazia abdominais todos os dias. Subia
escadas três vezes por semana por 45 minutos. Subir escada é o exercicio
mais chatinho, mas dá um superefeito muito rápido! No geral, tento ter
uma vida saudável, com alimentação balanceada e exercícios", conta.
Rebecca da Costa e Robert De Niro no longa "The bag
man" (Foto: Divulgação)
Colega de medalhões como De Niro e Cusak, Rebecca descreve um pouco de
sua rotina com eles nos bastidores. "Foi a experiência mais incrível da
minha vida! Eu cresci assistindo aos filmes do Robert De Niro e
contracenar com ele foi uma grande honra. A parte que me deixou mais
surpresa é que eles, John e o Robert, não são somente talentosos, mas
também pessoas extremamente generosas. Tivemos diversas reuniões antes
de iniciar as gravações e eles estavam sempre procurando saber a minha
opinião. Cresci muito como atriz depois de ter trabalhado com esses dois
gênios! Gravamos o filme em Nova Orleans, muitas cenas eram ao redor
dos pântanos. Gravávamos sempre à noite, das 18h às 6h por dois meses.
Sempre recebíamos algumas visitas inusitadas. Crocodilos e cobras
apareciam quase todos os dias no set. Uma cobra de quase dois metros
apareceu debaixo da minha cadeira enquanto passávamos o texto! Graças a
Deus, tínhamos uma pessoa especializada em manusear animais selvagens e
nada aconteceu!", diverte-se.
Rebecca quer atuar no Brasil: "Seria um
grande sonho" (Foto: Divulgação)
Rebecca chegou à meca do
cinema
ainda como modelo e, após um teste, conseguiu um papel na série de TV
"Entourage". Dali não parou mais de fazer testes e ficar com os papéis:
"Acho que a maior dificuldade é que, infelizmente, ainda existem poucos
papéis para atores brasileiros e estrangeiros no geral. As coisas
melhoraram muito, mas ainda são limitadas. Mas a tendência é só melhorar
porque o Brasil corresponde a uma das maiores bilheterias de cinema na
América Latina, então, do ponto de vista financeiro, é muito
interessante para Hollywood abrir as portas para os brasileiros",
analisa ela, que sonha em atuar no Brasil: "Atuar no país onde eu nasci
seria realmente um grande sonho. Já surgiram propostas, mas nada que
tenha me cativado".
Por aqui ela admira Fernanda Montenegro e Osmar Prado e os diretores
Luis Fernando Carvalho, na TV, e José Padilha, no cinema. Solteira, a
rotina da atriz, que já estampou campanhas mundo afora, é focada em
trabalho: "No momento, estou fazendo aulas de canto, pois quero fazer um
musical no futuro, e também aulas de improvisação, que me ajuda no
gênero da comédia. Estou solteira e concentrada em meus projetos".
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